09/11/2017

O turismo do vinho | Diego Fabris

Diego Fabris

Foto: Vinícola Dunamis/Divulgação

Tive a oportunidade de participar de um projeto que mapeia regiões de enoturismo no Rio Grande do Sul. É uma daquelas coisas que mal dá para chamar de trabalho de tão prazeroso que foi. Fiquei ainda mais encantado por esse tipo de viagem, que tem o vinho como estrela principal.

Visitar uma vinícola é uma experiência agregadora em vários sentidos. Em primeiro lugar, porque as pessoas que em geral trabalham nestes lugares são de bem com a vida, mais tranquilas e felizes. O sorriso fácil e uma taça cheia deixam qualquer dia mais agradável. 

Outro ponto interessante é que mudou a minha percepção sobre a complexidade de se produzir vinho. Aumenta o respeito e a admiração por um trabalho que dura quase um ano todo até chegar no produto final e que é cheio de riscos no meio do caminho. Às vezes uma simples chuva perto da época de colheita  trapalha todo o processo.

Nessas andanças percebi que, cada vez que visitava uma vinícola, criava uma ligação diferente com ela, uma espécie de orgulho de conhecer a origem do produto. Parece até que o sabor do vinho ficava melhor depois disso. Sem falar que viro cliente fiel da marca.

Fui a lugares do Estado que nunca pensei que iria, só por causa do vinho. Vale do Rio das Antas, Antônio Prado, Candiota, Vila Rica e outro tanto de cidades e vilarejos interessantes e paisagens bucólicas. Na cola do enoturismo, sempre está a gastronomia, que também tem papel marcante nas viagens. O almoço entre uma vinícola e outra permite conhecer melhor a cultura e os produtos de cada lugar.

O turismo do vinho é algo que a gente deve se orgulhar no Brasil. E que merece incentivos, projetos  públicos e privados. É dinheiro novo para a região, é desenvolvimento sustentável, é qualidade de vida para quem gosta de viajar.

Diretor de conteúdo Destemperados
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