31/08/2017

Qual é o teu pastel? | Diego Fabris

Diego Fabris

Foto: Omar Freitas

Pastel, está aí uma coisa que não dá para recusar. É daquelas coisas que, mesmo quando é ruim, é bom. É dos tipos de comida que cai bem a qualquer hora do dia. Gostar de pastel independe de idade, classe social e comportamento. É quase uma religião.

Fiquei me perguntando o porquê de todo mundo gostar tanto de pastel. Acho que o formato é meio lúdico e ainda tem o toque artesanal, de ser fechado um a um. Tem sempre o carinho de quem o preparou envolvido. E depois tem o quesito fritura, que adiciona mais uma dose de calorias e amor.

Sou daqueles que adora um pastel de beira de estrada. Azar se está ali fazendo aniversário, uma requentada no forno e ele sempre renasce das cinzas. Tanto faz se é assado no forno ou frito, gosto de todos. Até aqueles pastéis de vento que quase não têm recheio, mas têm charme. Mas vamos combinar, dá uma alegria no peito quando você pede um, pega na mão e sente ele gordinho de recheio.

Quando falamos de pastel, todo mundo tem suas preferências. Eu adoro quando ele vem bem sequinho por fora e suculento por dentro. E minha única restrição está na presença das azeitonas no recheio. Odeio essas intrusas verdes que tomam conta do sabor que deveria ser da carne.

Os pastéis doces também me encantam, especialmente o de doce de leite. No entanto, sempre vou com sede ao pote e invariavelmente me queimo com o recheio ainda quente. Mas a recompensa do sabor vale a pena. Pastel para mim combina muito com estrada e praia. Não por acaso, sempre que vou para o litoral faço um pit stop obrigatório no Maquiné, em Osório, para um pastel de carne. E, se o destino for Santa Catarina, outra parada acontece na Lancheria dos Irmãos Benetti, em Torres. Independentemente das preferências, todo mundo tem um pastel que marca a sua memória.

E aí, qual é o teu pastel?

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